quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

8 - Gratidão

Brian estava nervoso com medo, enquanto sua amada segurava a sua mão com Yan no colo disse a ele: - - Estou do seu lado, conte comigo sempre, para o que você precisar, confie em mim, vai dá tudo certo, basta segurar minha mão e apertar e passar sua dor para mim. E assim ele fez tentando se acalmar.
O tempo passava e pediatra chamou depois de quase 1 hora de espera. Relataram para a médica que não tinham contato com a criança, contaram toda situação e mostraram a caderneta dele. Por sua vez Dr. Silvia explicou que Yan estava fora do peso, com desnutrição, estava parecendo anêmico, a febre poderia sim ser emocional, visto que ao examinar os pulmões e a garganta estavam normais, mas visto que eles já estavam em um hospital seria melhor encaminhar para emergência e fazer exames de sangue para investigar a causa da febre.
Assim fizeram, chegando na emergência com a carta de encaminhamento de Dr. Silvia, e respondendo ao que a médica perguntava, ela passou os exames, uma medicação para febre e soro, deixou bem claro também que talvez fosse necessário a internação dependendo do resultado dos exames, mas que só podia ficar um acompanhante de preferencia a mãe. 
O pai sentiu como se tivesse recebido um duro golpe: - Como pode, deveria está feliz, minha família completa e acontece isso?
Mas uma vez Letícia acalmou e disse que ficaria todo o tempo com seu novo filho, iria cuidar como se fosse dela e ele ficaria bem. Sem querer ir para casa com sua filha, Brian disse que esperaria na recepção. Depois de fazer os exames e tomar a medicação Yan dormiu, Letícia chamou seu amado para vê que ele estava bem e disse que seria melhor ir passear com Luna não era bom aquele ambiente para ela, ele resolveu então ir no shopping Center ali perto e voltava em 2 horas quando o resultado do exame ficava pronto.
Enquanto andava passeava com sua filha um pouco abatido ainda mas tentando não demonstrar e aproveita o tempo com sua pequena ele lembrou que precisava ligar para o advogado para pedir também a guarda de Yan, e o seu amigo lhe disse tudo que havia dito a respeito da guarda de Luna, mas que ira conseguir, também informou que Lavínia tinha entrado com processo para entrega da guarda da filha para ele, o que facilitava. Essa notícia deixou ele um pouco feliz, mas também fez pensar que talvez fosse a hora de pedir oficialmente Letícia em casamento visto que tinha prova o suficiente que ela o amava e ele amava ela.
Comprou um par de alianças, uma fatia da torta preferida dela, e colocou a caixinha de alianças dentro para uma surpresa, comprou velas, bolas em formato de coração e pétalas de rosas, não sabia como ia arrumar essa surpresa para ela, mas sabia que era o minimo que poderia fazer para lhe ser grato. 
Brincou com Luna, deram risadas, e ele parecia um pouco mais animado e confiante que ficaria tudo bem com seu filho. Voltaram para o hospital bem na hora que os exames ficaram prontos e chamaram para reavaliação com a médica. 
Ele tem anemia, está com uma pequena infecção. - Disse a médica.
O que temos que fazer? Ele vai ficar aqui? - Questionou Brian.
Então a médica explicou que a febre tinha baixado e ele estava mais ativo, ficar no hospital poderia fazer ter outras infecções, então passou remédios para febre caso tivesse novamente, para a infecção e para anemia uma vitamina e alimentação balanceada.
Foram para casa mais aliviados, chegando em casa as crianças estavam cansadas, e enquanto Letícia terminava de cuidar das crianças com o banho, alimentação e colocava para dormir, Brian estava no quarto arrumando a surpresa, quando ela saiu do banho cansada que foi para o quarto dormir, estava tudo pronto no quarto do casal, ela ficou muito emocionada, chorou, e nem tinha visto as alianças, só a decoração.
- Gostou amor?
- Amei meu amor, mas porque isso tudo?
- Eu precisava ser grato por tudo que você esta fazendo por mim, e por "nossos filhos", demonstrar todo meu amor, e ficarmos juntos.
- Não precisa agradecer faço tudo com muito amor, tudo que quero é a sua felicidade.
Após se declarem e fazerem juras de amor ele pegou a fatia de torta na embalagem que dentro tinha as alianças e a entregou.
- Aí minha torta preferida, obrigada amor, você pensou em tudo.
- Olhe direitinho, não é só uma torta.
Quando ela viu as alianças chorava de soluçar e ele só abraçava, ajoelhou-se e pediu em casamento da forma mais fofa, romântica e com muito amor que poderia ser. Ela aceitou e também pediu em casamento, eles se trancaram no quarto como se só existisse eles dois naquela casa. 



7 - Seu filho de volta

Pegaram o voou de madrugada e chegaram em casa de manhã cedo, Luna não conseguia dormir durante a viajem de tanta ansiedade, assim que chegou em casa logo dormiu às 7 horas. Quando Brian pegou o celular tinha uma mensagem: - Você tem um filho, você esqueceu? - Era Carla a mãe de Yan. 
No fundo ele sabia que assim que ela descobrisse que ele estava com sua filha iria querer entregar o filho também, já esperava por isso, só não imaginou que fosse também rápido. Ao ver a felicidade de Brian, com Letícia e Luna nas redes sociais, Carla achou que iria estragar entregando Yan para ele, mas o que ela não sabia é que tudo que ele mais queria era ver e ter o filho com ele e assim se tornar um homem completo com sua família feliz, apesar de não ter nenhuma notícia sobre o filho, nem ver fotos, pois era bloqueado nas redes sociais da mãe totalmente diferente de como era o relacionamento com Lavínia e Luna.
- Eu sei que tenho filho, todo mês deposito o dinheiro dele, te mando o comprovante e pergunto por ele mas você nunca me respondeu, já te liguei varias vezes e nunca me atendeu, te liguei de um número diferente e quando percebeu que era eu você desligou. Em nenhum momento da minha vida deixei de pensar e em sofrer por não ter o meu filho comigo.
- Que ótimo! Pode vim busca-ló, você tem até às 11 horas e sem sua mulher.
- Como assim você está me permitindo vê meu filho e estipula horários e condições?
- Não estou lhe permitindo vê, estou lhe entregando, não quero mais vê a cara dessa criança, e vou sair para trabalhar 11 horas.
- Ahh então mesmo com a pensão que eu te dou você trabalha, e deixa nosso filho tão pequeno sozinho? Estou indo buscar meu filho, por favor me passe o endereço e minha mulher vai sim comigo.
Vendo que estava sem saída Carla passou o endereço e não questionou a presença de Letícia. Brian sabia que não podia ir sozinho, precisava do apoio de sua amada mais uma vez nesse momento, como já havia se mostrado presente nos demais também precisava de uma testemunha caso ela fizesse algo contra ele. Letícia nem pensou duas vezes quando ele passou a dizer que havia recebido a mensagem e do que se tratava se colocou a disposição para ir caso ele desejasse. E assim fez, como sua filha estava cansada da viajem e dormia, eles pediram para que a avó olhasse em quanto para irem lá buscar Yan, e prometeram ir rápido pois caso Luna acordasse e não encontrasse eles poderia chorar.
Em menos de meia hora após a conversa eles já estavam próximo, ligaram para pedir um ponto de referência e informaram que estava chegando. Quando chegaram Carla estava na porta de casa com Yan e suas sacolas. Não conseguiram acreditar em tamanha frieza daquela mulher, que parecia contar os segundos para ficar sem o filho. Ela foi logo entregando a criança e seus pertences. Brian educadamente pediu para entrar e conversar, até por quê queria entender os motivos dela, e precisava saber sobre a criança, como já havia combinado com Letícia para ela discretamente ligar o celular e gravar a conversa. Carla apenas disse que não queria mais ficar com Yan que por quase 1 ano e meio tinha atrapalhado sua vida e feito ela ficar presa, se privando de viver, como ele estava feliz constituindo uma família pensou que seria melhor para o filho. Sobre a criança apenas disse que ele era uma criança calma, tranquila, falava poucas palavras, andava e comia tudo. Sem ter mais o que conversar eles foram embora.
Letícia estava super feliz por passar a ser mãe de duas crianças, presentes que Brian havia dado e que estavam completando a felicidade de seu amado, bem como a dela de ter uma família como sempre quis, pois amava crianças. Tentavam animar Yan conversar mais ele não sorria nem brincava, achavam que ele poderia estar assustado por eles serem estranhos, Carla havia relatado também que sempre mostrava as fotos do pai e havia ensinado a criança a chamar papai. 
Precisaram passar no mercado para comprar algumas coisas para as crianças, inclusive as fraldas descartáveis que a mãe não mandou, nas sacolas só tinha roupas, alguns brinquedos e documento. 
Quando chegaram em casa abraçando e beijando com todo amor, Brian insistia para que ele chamasse de papai, e finalmente ouviu para sua alegria. Luna ainda dormia, mas quando acordou ficou toda tagarela com seu irmão, carinhosa e meiga com seu jeitinho doce de criança conseguiu fazer Yan interagir com ela e com a sua "mamãe". 
Arrumaram as sacolas da viajem e dos filhos, organizaram um quarto que estava vazio da casa que avó tinha cedido para as crianças, viram que faltavam algumas coisas como cama para os pequenos. Depois do almoço foram comprar, mas perceberam que Yan não quis comer, mesmo Letícia com muita paciência. Luna almoçou tudo mas o filho não, e estava muito mole, pensaram que podia está doente, olharam a caderneta de vacinação, e os documentos dele estava pouco preenchido. Brian ficou super chateado, pois seus filhos tem plano de saúde desde que nasceram, o porquê que Carla não cuidava do filho, ele não entendia. Ligaram para uma pediatra e conseguiram marca uma consulta extra para o final da tarde. Compraram tudo que precisava, foram a um feirão de imóveis, acharam um ótimo apartamento para o perfil deles e que se enquadrava com as suas economias para conseguir uma entrada e financiamento. Lancharam e Yan só fazia dormir, Luna espótica agia naturalmente como se já tivesse acostumada com seus pais e irmão. Chegou a hora da consulta foram para o hospital, quando chegou que Letícia foi tirar Yan do carro percebeu que ele estava com febre. Brian ficou desesperado, e ela tentando acalmar: - Amor, pode ser uma febre emocional por sentindo a falta da mãe.